| 03 de Janeiro | Dez anos a salvar vidas com cirurgia pioneira

Foi pioneiro no pais e na Península Ibérica. Há dez anos, o cirurgião Vasco Gama recorreu a uma nova técnica para tratar um doente com estenose aórtica (calcificação da válvula que leva ao enfraquecimento do coração). Desde então já se realizaram perto de 1700 TAVI (intervenções percutaneas valvulares aórticas) no pais.
Das quais, 482, ou seja, 28%, foram levadas a cabo no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, pela equipa do chefe de serviço de cardiologia, Vasco Gama.
A técnica não invasiva passou a ser uma alternativa à chamada cirurgia de peito aberto, onde era necessário cortar o externo para se poder chegar ao coração. "Esta técnica,
em termos científicos, está reservada para doentes de alto risco ou de risco intermédio, que são pessoas, normalmente, com muita idade, com insuficiência renal e com doenças respiratórias", explicou Vasco Gama.

"Preparar o terreno"
Numa situação em que se prevê que o número de doentes elegíveis para TAVI, através de recomendações médicas possa crescer substancialmente, o cirurgião adverte que é necessário 'preparar o terreno", através da criação de novos espaços onde se possam tratar estas pessoas. "O que se prevê no futuro é que os centros que fazem estas intervenções tenham um espaço dedicado ao tratamento deste tipo de doentes", revela o médico. Adiantando que está em causa a "continuação do tratamento de doentes
com estenose aórtica", mas também de outros "Estão a ser feitos estudos para que se possam tratar problemas de válvula mitral e de válvula tricúspide da mesma maneira, não Invasiva". É por isso que Vasco Gama defende que haja "mais salas e mais investimento". Atualmente há 92 doentes em lista de espera para esta intervenção que tem uma taxa de sucesso de 98%. Sendo que o tempo médio de espera é de aproximadamente seis meses, dependendo da urgência e estado do doente.

Antes da TAVI, a única maneira de intervir em pacientes de alto risco era abrir o externo, depois a aorta e por fim retirar e substituir a válvula estragada por uma nova. Nestes casos, corria-se o risco de haver tanto cálcio na aorta ascendente que o cirurgião se via impossibilitado de a operar, porque depois não a iria conseguir fechar.
Daí a TAVI ter revolucionado o sistema, havendo cada vez mais doentes a serem encaminhados para esta alternativa. Agora, abre-se caminho pelas veias com uns fios guias, onde serão introduzidos cateteres. É por eles que a nova aorta vai entrar e encaixar no lugar da antiga. Depois do processo, a recuperação é bastante rápida. Em seis dias acaba-se a falta de ar e o cansaço." O doente fica com urna qualidade de vida como tinha se não padecesse de estenose aórtica", diz Vasco Gama.
O doente mais velho a ser submetido à TAVI tinha 93 anos e o mais novo 18.

 

in "Jornal de Noticias" 03 de Janeiro de 2018

 

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